
Vejo sangue,
Então, chamamos isso de terra santa?
Do que basta nomear-se santa
se de santidade nada tem?
Uma rotina real, perante meus olhos
surreal.
Inocentes pagam o preço que não tem,
nasceu na pátria errada.
Descrente do mundo,
vejo seus olhos cessarem ,
diante a mim.
Nada posso fazer,
a não ser dar-te a mão,
que em um aperto forte,
ouço sua ultima respiração, ofegante, cessar
devagar.
Nasceu na pátria errada,
pagou. Pelo oque?
não sabemos.
Então solto sua mão.
levanto-me do chão
e olho ao redor,
escuto uma sinfonia de respirações cessadas,
vejo a hipocrisia de um mundo real,
que de amor, nada tem.
Do que vale a vida?
um nada , perdido meio a escombros .
O silêncio dos moribundos ,
permanece em minha cabeça.
E soa como uma orquestra,
Em meio a tantos misseis e nepais
o silêncio dos moribundos ainda soa.
Mas tornaram-se um nada, perdidos na
Ambição.
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