6 de agosto de 2014

Terra Santa


Manifestantes antigoverno incendeiam barricadas na Praça da Independência, em Kiev
Vejo sangue,
Então, chamamos isso de terra santa?
 Do que basta nomear-se santa 
se de santidade nada tem?
Uma rotina real,   perante meus olhos 
 surreal.
Inocentes pagam o preço que não tem,
nasceu na pátria errada.
Descrente do mundo, 
vejo seus olhos cessarem , 
diante a mim.
Nada posso fazer,
a não ser dar-te a mão, 
que em um aperto forte, 
ouço sua ultima respiração, ofegante, cessar
devagar.
Nasceu na pátria errada, 
pagou. Pelo oque?
não sabemos.
Então solto sua mão.
levanto-me do chão
e olho ao redor,
escuto uma sinfonia de respirações cessadas,
vejo a hipocrisia de um mundo real,
que de amor, nada tem.
Do que vale a vida?
um nada , perdido meio a escombros .
O silêncio dos moribundos , 
permanece em minha cabeça. 
E soa como uma orquestra, 
Em meio a tantos misseis e nepais
o silêncio dos moribundos ainda soa.
Mas tornaram-se um nada, perdidos na 
Ambição.

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