23 de julho de 2014

Meu querido amigo,

Meu deus, quanto tempo faz. Quase nem recordava mais e você insiste em surgir. Nossa quanto tempo faz, éramos crianças , brincávamos no bosque ao lado daquele cemitério sinistro, que eu odiava por sinal. Lembro-me um dia de chuva , meu vestido colorido, só pensávamos em brincar, correr e ser feliz. Pouco nos importávamos com chuva, raio, tanto faz, só queríamos nos divertir. A inocência tomava conta , não existia maldade, aquelas gozações me irritavam, e você insistia em me tirar do sério, tal ingenuidade que hoje perdi. O mundo me fez crescer, certamente você também, traçamos caminhos diferentes meu querido amigo.  Anos se passaram, lembro também da estátua, com escadas, cujo o nome não lembro, mas era feia e sem graça, e hoje percebo que fez parte de uma história. Lembro-me das brincadeiras e vejo o quão bom era aquele tempo. Mas isso ficou para trás, agora estou relembrando tudo isso, e a nostalgia está no ar. Perco-me em devaneios sem fim. Foi bom te reencontrar meu velho amigo, sinta-se a vontade quando quiser me encontrar de novo, para um café ou um chá da tarde, nos encontramos no mesmo lugar, mesmo que seja telepaticamente de onde quer que você esteja.

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