“Das coisas que vou sentir saudade, o verão que vem é uma delas.”
Há coisas que não se explicam,
apenas sentimos, preparo um chá e a mente, e os momentos fluem dentro de mim.
Sinto saudade daquilo que ainda
não vivi.
Sinto saudade antecipada.
E a nostalgia flui em meu corpo,
a saudade escorre pelos olhos. Um sentimento bom, mas assustador, penso no que pode
se perder no caminho.
Tudo bem, a vida é assim, uma
coisa vai substituindo a outra, mas tem coisas dentro da gente que ninguém pode
mudar, e as memórias ficam, e um sorriso bobo vem a cada pensamento.
Saudade da
gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Saudade da
pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Saudade é
não saber, não saber o que fazer com os dias que ficam mais compridos, não
saber como frear as lágrimas diante de uma música, mas como diz a música do Los
Hermanos, “Quem é mais sentimental que eu?”.
No final
das contas, toda essa saudade, que é antecipatória, é apenas vontade de viver
mais e mais, vontade de sentir todas as sensações que a vida nos possibilita de
uma vez. Vontade de ser o mais humano possível.
Talvez essa
saudade toda, seja sede por viver.
E espero que
nos meus últimos momentos, no meu último suspiro, nas últimas sensações dessa
vida, eu me lembre dos momentos e tenha saudade de tudo que já vivi. A saudade é um sentimento que arde no coração,
e vou sentir saudade de você que me ensinou como é sentir saudade.
E todos os domingos
quando o sol entrar pelas frestas da janela, eu vou sentir saudade.
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