29 de abril de 2014

Estação rodoviária



Estação rodoviária, meia tarde, vejo uma mãe entregando seus dois filhinhos, supostamente para a avó dos meninos. Por que a ouvi falar “me liga quando chegar mãe” era duas crianças pequenas, um deveria ter mais ou menos uns quatro anos de idade o outro alguns meses, no olhar da mãe das crianças eu via um vazio, uma tristeza, eu sabia que algo estava errado, sou perceptiva, vejo quando algo não vai bem. Logo mais a vovó subiu para o ônibus com o bebê no colo e o outro ela pegou pela mão e se sentaram em um banco, eu tudo observava de longe. A mãe do lado de fora do ônibus se despedia e chorava, dava para ver que ela era uma mulher nova de seus vinte e poucos anos, logo mais o ônibus se foi, ela deu o último tchau, e foi em direção à saída da estação rodoviária, ela estava chorando, e logo depois, observei que sua barriga tinha um volume, não seria gordura localizada e sim outro bebê, ela estava grávida. Tão nova, tão triste, não sei por que, mas vim aqui escrever sobre você mamãe , vim aqui escrever , por que você é quem me deu inspiração, por que eu sei que ninguém te observava e cuidava seus gestos e lágrimas, a não ser eu. Não cabe a mim e nem a ninguém te julgar pelos seus feitos, por talvez, seus descuidos. Eu desejo nem que seja por telepatia,que trilhe os caminhos certos e toda a felicidade do mundo, por que, talvez um dia eu encontre na rua seus filhos, homens, formados, casados, felizes, seja lá o que for, mas que estejam bem, ou eu te ajude com suas compras quando estiver velhinha e você não pare de tagarelar , mesmo que eu não saiba, mas desejo nem que seja apenas por telepatia.

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